segunda-feira, 29 de março de 2010

Um olhar breve, mas profundo. Um sorriso simples. Pequenos gestos.
Um pequeno contacto. Um desejo crescente. Quero-te para mim. E só para mim.
Quero-te dizer o quanto fico maravilhada com a tua beleza superior. Encantada com a profundidade do teu olhar, a força e sinceridade que o brilho desse olhar tenta ocultar. Brilho flamejante. Quente. Reconfortante. Relaxante.
Quero-te nos meus braços. Sentir o calor do teu corpo, calor esse que aquece uma alma fria, como um sol de inverno aquece um corpo gelado, passando de inverno escuro a primavera iluminada em meros instantes, tudo isto com um breve toque. Um toque suave como a seda. Cheio de carinho. Quero deliciar-me com o aroma suave e apetitoso da tua pele quente, sentir os arrepios que sobem à superfície enquanto os meus lábios beijam os teus.
Parar o tempo. Dessa forma transforma um breve beijo, um contacto carinhoso, um sentimento.
Transformar isso tudo numa eternidade. Uma vida num momento. Um momento para recorrer a uma vida. Sem igual, sem par.
Quero sentir o teu cabelo macio passar pelas minhas mãos, o meu toque carinhoso a deixar-te relaxado. Tentando transmitir uma confiança e carinho que existe por ti.
Quero isto tudo, porque tu és real, perfeito, encantador, eterno, um princeso (tu sabes), um amigo pelo qual e com o qual sonhei desde sempre.
Eternamente à tua espera. E com o qual estou para sempre cativa.
Perdida. Em divida pela amizade que recebi de ti.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Eu amo você

Tentar definir-te é algo complicado, és importante, és especial, neste momento és tudo.
Gosto assim muito da maneira como és, de como sorris, de como me olhas e me tocas.
Não és fácil de aturar amor, mas que posso eu fazer se gosto assim tanto de ti.
Gosto quando me fazes rir e quando me dizes coisas que provavelmente só eu tenho direito.
Gosto quando me deixas sem jeito.
Gosto quando dizes que estou em primeiro, que me adoras e quando dizes que vai dar certo.
Adoro quando dizes que não te vou perder, que não me foges e que não me largas e que por ti ficavas o dia todo agarrado a mim.
Amo quando dizes que só eu estou no teu pensamento (tirando os dias em que joga o Benfica). =)
Sabes, não gosto quando o tempo passa a correr, quando te despedes e vais embora, sabendo que a minha vontade era estar contigo, de quando temos de ter cuidado e que estás aqui ao lado e nada.
O teu feitiozinho é bom para chuchu e deixar-te assim meio irritado ou lá o que é, é do melhor.
Sabes que não sei como demonstrar ou faço de conta que não sei, mas assim como quem não quer a "coisa" estou apaixonada por ti.
Mas não precisas de stressar, já não é a primeira vez, digamos que sou paciente e esperei por ti, mas agora é a tua vez.
"Pensait dans toi et où chance était tien. Je te veux de telle façon. Je t'adore mon amour."
Posto isto em que é que ficamos, andamos ou temos uma coisa mais séria?

terça-feira, 23 de março de 2010

Fica

Começamos a crescer.E o mais fácil torna-se em díficil.
Mas deixa que a vida corra sem medo.
O perigo existe, na verdade faz parte do jogo.
Mas não precisas de ficar triste, porque viver é fogo.
Vê, tenta resistir, começa de novo.
Podes estar na lua, podes até estar a amar.
Fica na tua e deixa ele ficar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Agarrar-me a ti

Quero agarrar-me a ti. Agarrar-me a ti e não me mexer mais. Fincar-me a cada puxão, a cada contratempo, fazer birra como uma miúda mimada, berrar e não te largar.
Quero tornar-me raiz, firmar-me em ti e beber das tuas certezas, curando as dúvidas que nunca existiram.
Quero garantir-te a segurança, quero prender-te aqui, a nós. Quero não te perder, que não me fujas, que não me largues.
Hoje pretendo fazer-me firme, firmeza eu e agarrar-me ao teu EU, que não passa do nosso. Faz-me forte, dá-me força para que não me puxem para longe de ti.
Faz-nos um só para que sejamos maiores, para que não nos levem para longe.
Quero tornar-me forte, quero agarrar-me no nosso EU e ficar-me por cá, por nós, por todo o sempre.

domingo, 21 de março de 2010

Tempo

Ensina-me a parar o tempo. Ensina-me a neutralizar o relógio, a evitar que ele trabalhe.
Ensina-me a não perceber que o tempo não nos dá muito tempo e que temos de ser nós a forçá-lo.
Ensina-me como prendo o relógio, como evito que os números se transformem cada vez mais, como faço para que o tempo esteja estagnado.
Queria perder-me na nossa própria noção de tempo, encontrar maneiras de estar sempre contigo, inventar histórias, ser uma boa mentirosa, inventar formas rebuscadas de sentir sempre o teu corpo perto do meu.
Deixa-me guardar aqueles momentos, deixa a cabeça pender sobre o meu ombro, permite-me amar-te todos os dias e mais um bocadinho.
Permite-me que chore de felicidade todas as vezes que estiver contigo. Deixa-me perder o apetite ou esquecer-me do chocolate ou do cigarro, só porque o meu maior vício és tu.
Ensina-me a ser melhor todos os dias por mim e por ti.
Ensina-me a ensinar-te como o nosso amor cresce cada vez mais quando os nossos olhares se cruzam.

Toma conta de mim

Toma conta de mim. É só o que eu te peço.
Protege-me todas as noites, quando tenho medo do escuro e diz-me que estás aqui ao pé de mim. Aperta-me, aconchega-me, abraça-me e guarda-me dos medos.
Acorda-me de manhã e pede para ficar contigo. Fico, eternamente, porque sei que cuidas de mim, como cuidarias de ti próprio, como cuidarias do teu bem mais precioso.
Dá-me a mão esta noite, a luz está apagada e acho que vejo sombras na escuridão. Diz-me que está tudo bem e que estás aqui ao pé de mim. Fala-me ao ouvido e conta-me o que farias por mim, como me salvavas do mundo, diz-me que tomas conta de mim. Confio a minha vida nas tuas mãos, confio que cuidas de mim.

sábado, 20 de março de 2010

Aquela coisa a que chamamos de amor

Sem ele é difícil suportar o destino, ou amar a vida.
Ele é o herdeiro de um certo sonho digamos bacteriano: o sonho remoto de qualquer bactéria em se unir com outra.
Ele transmuta-nos, transforma-nos, ou afunda-nos com a sua falta. É ele que, inclusivamente, está na base de alguns dos nossos ódios.
Ele esconde-se nos mais diferentes níveis da nossa existência e assume, por isso, diferentes formas, conteúdos e graus.
Necessitamos dele.

Possessão em si

Sinto-me cansada.
Viver-te de forma intensa certamente liberta-me, mas o preço dessa exuberância, aos poucos apodera-se da minha vida aprisionando-me numa necessidade exagerada de viver o impossível.
Foste um porto colorido que por um fio me segurava e que através de mim devaneava aos céus as suas quimeras.
Eras um poço de vida, e envolvida sob o teu manto de estrelas, bebi de ti até me sentir debaixo de água.
Fizeste-me sentir em casa, confortável e segura.
Guardavas-me preocupações como quem guarda um segredo e no silêncio da noite dançava-mos até o Sol espreitar pela tua janela.
E assim me fui refugiando em ti e na tua complexa maneira de sentidos que com gentileza de uma brisa me arrastavas para onde desejavas.
Então fui-me deixando arrastar durante algum tempo e dado à particulariedade do amor pouco correspondido à razão, desencadeaste rotinas que exigiam de mim mais que o apetecido.
Assim acabei por tropeçar em ti e enrolada por entre poeiras aterrei num fosso de obrigações que come aos poucos o que resta da minha vontade de acreditar.
É verdade que me cansas, me róis e me dóis, mas antes cansada com um coração cheio, que leve por não ter coração.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Bem vindos à minha constelação


Nas memórias do cosmos, residem os ecos de estrelas extintas. O eterno conhecimento disponível para a estrela que brilha dentro de nós. Respira fundo, ouve o eco, enquanto as barreiras se dissipam.